Timor-Leste vota nas Nações Unidas pela proibição de armas nucleares

Ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros e

 Porta-voz oficial do Governo de Timor-Leste

Díli, 11 de julho de 2017

Timor-Leste vota nas Nações Unidas pela proibição de armas nucleares

No dia 7 de julho de 2017, Timor-Leste foi um dos 122 Estados-membros das Nações Unidas a aprovar uma Proposta de Tratado sobre a proibição de armas nucleares. O tratado estará aberto à assinatura, na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, a partir do 20 de setembro deste ano. Cada Estado que o assine compromete-se a nunca, sob quaisquer circunstâncias, “desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares”.

A posição do Timor-Leste é coerente com a sua contínua defesa da paz, claramente expressa em 2014, pelo então Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão, na Assembleia Geral das Nações Unidas:

 “As respostas às crises enfrentadas pela humanidade não podem ser agravadas pela vontade de acabar com a guerra através da guerra. Em vez disso, devem ser baseadas no desejo de construir um mundo de paz, apoiado no diálogo e por um esforço – sobre-humano, se necessário –, para responder às causas dos problemas que conduzem ao terrorismo, ao racismo, ao extremismo e à intolerância.”

 Timor-Leste participa no Tratado de Não Proliferação Nuclear, no Tratado de Proibição de Minas, na Convenção de Armas Químicas e na Convenção sobre as Armas Biológicas e Tóxicas.

O envolvimento de Timor-Leste nos esforços para proibir as armas nucleares ajudou a produzir a Declaração Conjunta da Primeira Comissão das Nações Unidas, em 2013, sobre as consequências humanitárias das armas nucleares que diz: " a explosão de uma arma nuclear, seja de forma acidental, um erro de cálculo ou de forma deliberada, tem efeitos catastróficos.Todos os esforços devem ser feitos para eliminar a ameaça de tais armas de destruição em massa.”

Esta declaração foi um dos muitos "passos" que levaram à elaboração da proposta de tratado agora aprovada. A próxima etapa é assegurar o maior número de assinaturas de Estados – de entre os 192 membros da ONU – durante e após a Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

O Porta-Voz do Governo, Ministro de Estado Agio Pereira, observou que “Timor-Leste tem motivos para estar orgulhoso do seu contributo para esta proposta de tratado. Como país conhecedor das cicatrizes de uma guerra, temos de nos manter firmes entre aqueles que, sem hesitar, defendem a tolerância e a paz”. FIM

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