Governo participa em iniciativas sobre cooperação e coordenação para a gestão sustentável da água
O Ministro das Obras Públicas, Samuel Marçal, e o Secretário de Estado da Eletricidade, Água e Saneamento, Santos Noronha, participaram, nos dias 26 e 27 de outubro de 2026, em Díli, em duas iniciativas dedicadas à gestão dos recursos hídricos e ao reforço da resiliência dos serviços de água, saneamento e higiene, que reuniram instituições públicas, parceiros internacionais, especialistas e organizações da sociedade civil.

No dia 26 de outubro, o Ministro das Obras Públicas participou no Simpósio Internacional sobre Água, Paz e Diplomacia, realizado no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, com o objetivo de promover o diálogo sobre a gestão dos recursos hídricos, a cooperação regional e o contributo da diplomacia da água para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável.
O encontro, organizado pela Presidência da República em colaboração com a Permatil, o Global Water Institute da Universidade de Nova Gales do Sul e o Diplomacy Training Program, contou com a participação do Presidente da República, José Ramos-Horta, da Enviada Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Água, Retno Marsudi, e de representantes governamentais, do corpo diplomático, parceiros de desenvolvimento, especialistas, investigadores, organizações da sociedade civil e estudantes universitários.
Na sua intervenção, Samuel Marçal destacou a responsabilidade partilhada na gestão das bacias hidrográficas e defendeu que a cooperação em matéria de água constitui também um instrumento para promover a confiança e prevenir divergências. O Ministro salientou ainda a necessidade de decisões baseadas em informação sobre precipitação, rios, águas subterrâneas e qualidade da água, bem como da partilha desses dados entre as entidades envolvidas.
O Ministro das Obras Públicas apresentou quatro prioridades para o setor: manter um diálogo regular sobre as bacias hidrográficas partilhadas; reforçar a monitorização e a partilha de informação; proteger as bacias através da reflorestação e do controlo da erosão e da poluição; e assegurar financiamento para infraestruturas e para o reforço da capacidade institucional.
Samuel Marçal destacou também que a segurança hídrica depende não apenas da disponibilidade de água, mas igualmente da sua qualidade, e defendeu medidas de tratamento das águas residuais, gestão de resíduos e adoção de práticas agrícolas responsáveis, num contexto marcado pelos impactos das alterações climáticas.
No dia seguinte, 27 de outubro, o debate sobre a gestão sustentável dos recursos hídricos prosseguiu numa perspetiva nacional e setorial, com a participação do Secretário de Estado da Eletricidade, Água e Saneamento, Santos Noronha, na abertura do Fórum Nacional de Água, Saneamento e Higiene, realizada no Salão João Paulo II, em Comoro.
Sob o tema “Reforçar a Resiliência da Água, Saneamento e Higiene para Enfrentar as Alterações Climáticas em Timor-Leste”, o Fórum promoveu a coordenação entre instituições públicas, parceiros de desenvolvimento, agências internacionais, organizações não governamentais, sociedade civil e estruturas administrativas municipais e locais, com particular atenção à resiliência dos serviços face às alterações climáticas.
Na sua intervenção, Santos Noronha destacou o Fórum Nacional como um mecanismo de coordenação do setor e afirmou que o IX Governo Constitucional considera o acesso à água potável, ao saneamento e à higiene uma necessidade básica da população, associada à saúde pública, à educação e ao desenvolvimento económico. O Governo tem como objetivo alargar o acesso a serviços adequados, inclusivos e sustentáveis nas áreas urbanas e rurais.
O Secretário de Estado salientou igualmente a necessidade de reforçar a articulação entre os diferentes programas e intervenções. Os projetos de água e saneamento são executados através da Bee Timor-Leste, E.P., de programas governamentais, entre os quais o Programa de Desenvolvimento Municipal e o Programa Nacional de Desenvolvimento dos Sucos, e de iniciativas desenvolvidas com o apoio de parceiros nacionais e internacionais.
O Coordenador da Plataforma Nacional de Água, Saneamento e Higiene de Timor-Leste, Januário Amaral de Jesus, destacou também a necessidade de reforçar a coordenação entre os diferentes intervenientes, com vista a promover intervenções articuladas e contribuir para os objetivos nacionais de expansão do acesso aos serviços de água e saneamento.
As duas iniciativas realizadas em Díli abordaram, em diferentes dimensões, os desafios relacionados com a gestão dos recursos hídricos, as alterações climáticas e o acesso aos serviços de água e saneamento, desde a cooperação regional e a diplomacia da água até à coordenação das políticas e intervenções desenvolvidas a nível nacional e local.






































