O Secretário de Estado da Arte e Cultura participa na inauguração do Pavilhão de Timor-Leste na 61.ª Bienal de Veneza

Qua. 13 de maio de 2026, 16:09h
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O Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Soares Cristóvão, participou, no dia 7 de maio de 2026, na inauguração oficial do Pavilhão de Timor-Leste na 61.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, em Itália, sob o tema “Across Words” (“Liu Husi Liafuan” / “Para além das Palavras”).  688797008_17888542371509451_156547090973439330_n 686545596_17888542362509451_9184738681310472722_n 694282081_17888542398509451_716448224353660605_n 661475079_122134275854998467_3165055689577192420_n 689066763_17888542380509451_4609962669478699414_n 684419160_17887784016509451_2416970444838365826_n 694551394_17888542407509451_6417790932859064574_n 684208502_17887784007509451_4078680237550622570_n 695787943_17888542389509451_6707796507317123474_n

A exposição decorre no Arsenale, Artiglierie, um dos principais espaços da Bienal de Veneza, e reúne obras dos artistas Verónica Pereira Maia, Etson Caminha e Juventino Madeira, com curadoria de Loredana Pazzini-Paracciani. A mostra aborda temas ligados à linguagem, memória, identidade cultural e transmissão de conhecimento em Timor-Leste.

A cerimónia de abertura contou com a presença de representantes institucionais timorenses, membros da equipa organizadora, artistas, curadores, convidados internacionais e profissionais do setor cultural. O Secretário de Estado da Arte e Cultura esteve acompanhado pela Embaixadora de Timor-Leste em Bruxelas, Maria Lourdes Martins de Souza Bessa, pela Embaixadora de Timor-Leste junto da Santa Sé, Choloe Tilman, e por representantes da Comissão G do Parlamento Nacional.

A abertura incluiu uma interpretação contemporânea do ritual Verahana, apresentada por Etson Caminha, como forma de acolhimento dos visitantes e de ligação entre memória ancestral, oralidade e expressão artística contemporânea.

Entre as obras em destaque encontra-se “Tais Don” (1994–99), da artesã Verónica Pereira Maia, criada em homenagem às vítimas do Massacre de Santa Cruz, de 12 de novembro de 1991. A exposição apresenta também “CUALE (Flow / Fluxo)” (2025–2026), de Etson Caminha, uma instalação que combina som, performance, movimento tradicional e tecnologia, e “Fraze ne’ebé seidauk hotu (An Unfinished Sentence / Uma Frase Inacabada)” (2025–2026), de Juventino Madeira, uma instalação vídeo centrada na relação entre memória, futuro e identidade a partir da perspetiva de uma geração mais jovem. 644606822_122131088558998467_999105121193525985_n

O tema “Across Words” procura refletir a diversidade etnolinguística de Timor-Leste e a forma como a história, a cultura e o conhecimento são preservados e transmitidos através da oralidade, da música, da tecelagem, da performance e de outras formas de expressão cultural.

A participação nacional inclui ainda o lançamento da publicação “ACROSS WORDS: An Anthology” (2026), que reúne textos de investigadores, curadores, académicos e artistas de Timor-Leste, do Sudeste Asiático e de outros países sobre a arte contemporânea timorense.

Durante a deslocação a Veneza, a delegação nacional participou também em iniciativas associadas aos pavilhões de Portugal, Indonésia e Singapura, no quadro do diálogo cultural e da cooperação artística internacional.

Em 2024, Timor-Leste participou pela primeira vez na Bienal de Veneza. A presença na edição de 2026 dá continuidade à promoção internacional da arte e da cultura timorenses e integra os esforços de valorização da identidade cultural nacional e de reforço da diplomacia cultural.

A 61.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza decorre entre 9 de maio e 22 de novembro de 2026.

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