Primeiro-Ministro incentiva mulheres empresárias a reforçar a produção nacional e a desenvolver negócios sustentáveis

Seg. 26 de outubro de 2026, 12:00h
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O Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, participou, no dia 24 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Díli, na abertura da primeira edição da Conferência Nacional da Mulher Empreendedora, promovida pela Women in Business (WiB) Timor-Leste, dedicada ao reforço da produção nacional e ao desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas lideradas por mulheres. 857156740_2518299921990046_6926202641051146958_n 862326000_1797791911174542_8262673907138374133_n 858525056_2490074008418273_1579361336972317295_n 859835026_1873063944047707_6460690342716072139_n 858010146_2142544739715651_5684105137035948181_n 858644008_1117464714481817_8871405880746948552_n 858596282_4345151882372383_7715031040555969021_n 859089312_3064262803925221_4523137401214367325_n

A conferência, realizada nos dias 24 e 25 de outubro, sob o tema “Reforçar e Melhorar a Produção Nacional”, reuniu mulheres empresárias, representantes de cooperativas e grupos de produção, membros do Governo e do Parlamento Nacional, corpo diplomático, parceiros de desenvolvimento e outros intervenientes ligados ao setor empresarial.

Na sua intervenção, o Primeiro-Ministro destacou a necessidade de aumentar a capacidade produtiva nacional e de criar condições para o desenvolvimento do setor privado, incluindo as empresas lideradas por mulheres, como forma de reduzir a dependência das importações.

“Este ano, verificamos que a dependência das importações continua elevada. Por isso, é muito importante que o Governo apoie o setor produtivo, incluindo as mulheres envolvidas em atividades empresariais”, afirmou Xanana Gusmão.

O Chefe do Governo incentivou as mulheres empresárias a desenvolverem os seus negócios de forma gradual e com uma visão de longo prazo, a apostarem na qualidade dos produtos e a identificarem as atividades produtivas que podem ser desenvolvidas a partir dos recursos disponíveis no país. Referiu ainda o potencial da produção orgânica para diferenciar os produtos nacionais no mercado.

Neste contexto, defendeu que o aumento da produção nacional não exige, numa primeira fase, investimentos de grande dimensão, mas o desenvolvimento das capacidades produtivas existentes e a produção de bens que permitam responder à procura interna e reduzir as importações.

“Ainda não precisamos de começar por construir grandes fábricas. Temos primeiro de ver o que podemos produzir, não apenas para exportar, mas também para reduzir as importações, porque gastamos dinheiro na compra de produtos do exterior. Esta conferência serve para vos dar força para identificarem aquilo que podem fazer”, afirmou.

Xanana Gusmão salientou também o papel das micro, pequenas e médias empresas na criação de atividade económica e de emprego, defendendo que o apoio e as oportunidades concedidos ao setor privado devem contribuir para aumentar os rendimentos e desenvolver a economia nacional.

O Primeiro-Ministro referiu, neste âmbito, o Banco Nacional de Desenvolvimento como um instrumento destinado a facilitar o acesso ao financiamento das micro, pequenas e médias empresas.

“Por isso, o Governo criou o Banco Nacional de Desenvolvimento para conceder crédito às micro, pequenas e médias empresas, apoiar as suas atividades empresariais e desenvolver a economia nacional. Concedemos crédito não para o banco procurar enriquecer, mas para impulsionar as pequenas empresas”, afirmou.

O Chefe do Governo defendeu ainda uma maior atenção às potencialidades económicas de cada município, nomeadamente nos setores da agricultura e do turismo, incluindo o turismo comunitário e o ecoturismo, com vista à criação de oportunidades económicas, emprego e rendimento para as comunidades.

A Women in Business Timor-Leste apresentou durante a conferência cinco áreas prioritárias de intervenção: a organização das mulheres empresárias e a criação de grupos empresariais de acordo com as potencialidades locais; a transformação, valorização, embalagem e criação de marcas para produtos nacionais; a facilitação do acesso ao financiamento; o reforço das ligações entre produtores e mercados; e o desenvolvimento de competências nas áreas da produtividade, gestão empresarial, ferramentas digitais, mentoria e liderança.

A Coordenadora da Women in Business Timor-Leste, Maria Braz, destacou o contributo das mulheres para as micro, pequenas e médias empresas, através de atividades como o comércio, a produção e transformação de alimentos, a tecelagem de tais e outras atividades económicas.

“O que falta não é capacidade, mas escala dos negócios, coordenação e acesso ao capital e aos mercados”, afirmou Maria Braz.

A WiB pretende também reforçar a ligação das produtoras e empresárias a hotéis, restaurantes, escolas, compras públicas e ao setor do turismo, de modo a ampliar as oportunidades de comercialização dos produtos nacionais.

A organização anunciou ainda a intenção de dar continuidade à iniciativa através de um programa anual, em articulação com o Governo, setor privado, parceiros de desenvolvimento e associações empresariais, com metas definidas e apresentação pública dos resultados. A WiB comprometeu-se a apresentar, em outubro de 2027, os progressos alcançados na implementação dos compromissos assumidos.

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