Timor-Leste defende maior acesso dos países vulneráveis ao financiamento climático
participou, no dia 13 de outubro de 2026, em Banguecoque, na Tailândia, na primeira edição dos Xingu Finance Talks, uma mesa-redonda de alto nível dedicada à procura de soluções para melhorar o financiamento da ação climática. 
A iniciativa, promovida pela Presidência da COP30 no âmbito do Veredas Dialogue, reuniu representantes governamentais, instituições financeiras internacionais, setor privado e comunidade académica no Queen Sirikit National Convention Center.
Os Xingu Finance Talks foram estabelecidos por decisão da sétima sessão da Conferência das Partes na qualidade de reunião das Partes no Acordo de Paris (CMA 7), realizada em novembro de 2025, em Belém, no Brasil, como uma plataforma anual de alto nível para promover a troca de perspetivas e identificar soluções práticas para os desafios e oportunidades associados à implementação do artigo 2.º, n.º 1, alínea c), do Acordo de Paris e à sua complementaridade com o artigo 9.º.
Estas disposições abrangem, respetivamente, a necessidade de tornar os fluxos financeiros compatíveis com uma trajetória de baixas emissões de gases com efeito de estufa e de desenvolvimento resiliente às alterações climáticas, e o financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento.
Nesta primeira edição, as discussões centraram-se em duas áreas prioritárias: o aumento do espaço orçamental disponível para investimentos na ação climática e a redução do custo do capital através de mecanismos de partilha de riscos e garantias.

Na sua intervenção, em representação do Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (LDC Group), a Vice-Ministra Jesuína Maria Ferreira Gomes apresentou as prioridades destes países e destacou que o financiamento climático deve contribuir para proteger as populações, reforçar a resiliência e apoiar o desenvolvimento sustentável.
A Vice-Ministra defendeu que os mecanismos de financiamento devem reduzir as vulnerabilidades, em vez de as agravar, criar oportunidades sem aumentar os encargos da dívida e produzir resultados concretos para as populações e comunidades mais afetadas pelas alterações climáticas.
Jesuína Maria Ferreira Gomes destacou ainda a necessidade de assegurar que o financiamento climático seja acessível, tenha custos comportáveis e responda às circunstâncias específicas dos países mais vulneráveis, em particular dos Países Menos Desenvolvidos, permitindo-lhes reforçar a capacidade de adaptação e prosseguir modelos de desenvolvimento resilientes às alterações climáticas.

A mesa-redonda de alto nível foi precedida, no dia 11 de outubro, por um workshop técnico dedicado à identificação de soluções práticas nas duas áreas prioritárias. Os resultados das discussões dos Xingu Finance Talks deverão contribuir para os trabalhos do Veredas Dialogue sobre a implementação das disposições financeiras do Acordo de Paris.

A posição apresentada nos Xingu Finance Talks está em linha com a que Timor-Leste tem defendido noutros fóruns internacionais sobre alterações climáticas e desenvolvimento sustentável. Também no dia 13 de outubro, na Segunda Comissão da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, Timor-Leste defendeu o reforço do financiamento climático, da transferência de tecnologia e das capacidades nacionais, bem como um apoio internacional adaptado às circunstâncias dos países mais vulneráveis.






































