Timor-Leste defende desenvolvimento inclusivo e acesso equitativo às novas tecnologias nas Nações Unidas
A Secretária de Estado da Igualdade, Elvina Sousa Carvalho, representou Timor-Leste, no dia 23 de setembro de 2026, em Nova Iorque, na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas para assinalar o 40.º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, onde defendeu um modelo de desenvolvimento centrado nas pessoas, assente na inclusão, na igualdade de oportunidades e no respeito pelos direitos humanos.
A reunião decorreu na sede das Nações Unidas, no âmbito da 81.ª sessão da Assembleia Geral, e reuniu representantes dos Estados-Membros e observadores para analisar os progressos alcançados desde a adoção da Declaração, em 1986, e os atuais desafios à concretização do direito ao desenvolvimento.

Na sua intervenção, a Secretária de Estado afirmou que o desenvolvimento constitui um direito humano inalienável e destacou a experiência de Timor-Leste na transição do conflito para a paz e para a estabilidade democrática. Sublinhou que o desenvolvimento sustentável não depende apenas do crescimento económico, mas também da participação das populações, da igualdade de oportunidades, da inclusão social, de instituições responsáveis e do respeito pelos direitos humanos.
Elvina Sousa Carvalho chamou também a atenção para as desigualdades que continuam a limitar as perspetivas de desenvolvimento de muitos países, particularmente dos Países Menos Desenvolvidos e dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Referiu, neste contexto, os efeitos das alterações climáticas, os choques económicos, as dificuldades de financiamento e as desigualdades no acesso à tecnologia.
A Secretária de Estado apresentou três áreas prioritárias para a ação coletiva. A primeira prende-se com a transformação digital e a inteligência artificial, que deverão contribuir para ampliar oportunidades e evitar a intensificação das desigualdades, com os países em desenvolvimento a participarem na definição e a beneficiarem de forma equitativa dos avanços tecnológicos.
A segunda prioridade refere-se à necessidade de uma arquitetura financeira internacional mais inclusiva, com maior acesso ao financiamento e parcerias que apoiem os países em desenvolvimento no reforço da resiliência, na adaptação às alterações climáticas e na transição energética, de acordo com as respetivas circunstâncias nacionais.
Como terceira prioridade, Timor-Leste manifestou apoio à continuação de um diálogo construtivo sobre o projeto de Pacto Internacional sobre o Direito ao Desenvolvimento, atualmente em discussão no quadro das Nações Unidas.
A Secretário de Estado defendeu ainda que os princípios consagrados na Declaração devem traduzir-se em resultados concretos e mensuráveis, com base na solidariedade, na equidade, na participação e numa distribuição justa dos benefícios do desenvolvimento.
Adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1986, a Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento reconhece o direito de todas as pessoas e povos a participar, contribuir e beneficiar do desenvolvimento económico, social, cultural e político, no qual os direitos humanos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente realizados.
A participação de Timor-Leste nesta reunião inseriu-se nas atividades da Semana de Alto Nível da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque.






































