Ministra da Saúde recebe Prémio de Reconhecimento por Resultados em Saúde Pública pela eliminação do tracoma em Timor-Leste

Ter. 08 de setembro de 2026, 15:37h
799224843_28003394815996447_4661185766369621201_n

A Ministra da Saúde, Élia A. A. dos Reis Amaral, recebeu hoje, dia 8 de setembro de 2026, em Díli, o Prémio de Reconhecimento por Resultados em Saúde Pública da Organização Mundial da Saúde (OMS), entregue pelo Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reconhecimento da eliminação do tracoma como problema de saúde pública em Timor-Leste.

A distinção foi entregue durante a 79.ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático, que decorre em Timor-Leste, entre 7 e 10 de setembro de 2026.

A OMS validou oficialmente, no passado dia 3 de setembro, a eliminação do tracoma como problema de saúde pública em Timor-Leste, após um processo de avaliação desenvolvido ao longo de vários anos. Timor-Leste tornou-se, assim, o quarto país da Região do Sudeste Asiático da OMS e o 33.º país a nível mundial a receber esta validação.

Timor-Leste era o último país da região onde o tracoma era conhecido ou suspeito como problema de saúde pública. Os restantes países da região que não passaram pelo processo de validação não têm historial de tracoma endémico. Assim, com a validação de Timor-Leste, o tracoma deixou de constituir um problema de saúde pública em toda a Região do Sudeste Asiático da OMS. 796428336_1711731799930024_639570914132254372_n

O tracoma, causado pela bactéria Chlamydia trachomatis, constitui a principal causa infeciosa de cegueira a nível mundial e está particularmente associado a comunidades com dificuldades de acesso a água, saneamento, higiene e cuidados de saúde.

A validação da OMS resultou de um processo de investigação e vigilância que incluiu estudos realizados entre 2015 e 2017, com exames a crianças em Ataúro, rastreios em clínicas oftalmológicas de todo o país e ações de procura ativa de casos, sem deteção de tracoma. Em 2025, um novo estudo analisou 4 949 amostras de crianças entre um e cinco anos de todo o país e não encontrou evidências de transmissão a um nível que justificasse uma intervenção específica de saúde pública contra a doença.

Por ocasião da validação, o Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, felicitou Timor-Leste e afirmou que “ao combinar um planeamento sólido, uma investigação de campo cuidadosa e uma vigilância moderna, o país demonstrou como a ciência e sistemas de saúde robustos podem proteger as pessoas da cegueira evitável”.

O Diretor-Geral acrescentou que “a eliminação do tracoma na Região do Sudeste Asiático constitui um passo significativo para a nossa meta global de eliminar o tracoma em todo o mundo até 2030”.

A Ministra da Saúde afirmou que “a eliminação do tracoma como problema de saúde pública em Timor-Leste, oficialmente validada pela OMS, é motivo de imenso orgulho nacional. Este resultado foi possível graças ao compromisso nacional sustentado e aos esforços coletivos dos nossos profissionais de saúde, comunidades e parceiros, aos quais expressamos a nossa mais profunda gratidão”.

Élia A. A. dos Reis Amaral acrescentou que este resultado “renova a nossa determinação em promover a cobertura universal de saúde e construir um sistema de saúde equitativo e resiliente que chegue a todas as pessoas e as proteja, independentemente do local onde vivam”.

As evidências que sustentaram a validação foram produzidas sob a liderança do Ministério da Saúde, com o apoio da OMS e de parceiros das áreas da saúde ocular e da investigação.

   Topo