Timor-Leste defende abordagem equilibrada, inclusiva e baseada em regras para a segurança económica da ASEAN
O Vice-Ministro do Comércio e Indústria e Representante de Timor-Leste na Reunião de Altos Funcionários da Economia (SEOM) da ASEAN e na 49.ª Reunião da Task Force de Alto Nível sobre a Integração Económica da ASEAN (HLTF-EI), Augusto Júnior Trindade, reafirmou, em Iloilo, no dia 25 de fevereiro de 2026, o compromisso de Timor-Leste com uma abordagem equilibrada, inclusiva e baseada em regras no domínio da segurança económica da ASEAN, defendendo que a resiliência deve reforçar, e não substituir, a abertura e a cooperação multilateral.
A posição foi apresentada na Mesa Redonda sobre Segurança Económica da ASEAN: Contexto, Considerações e Desafios, organizada pelo Departamento de Comércio e Indústria das Filipinas, no âmbito do tema da Presidência filipina, “Navegar o nosso futuro, juntos”, tendo antecedido a 49.ª Reunião da Task Force de Alto Nível sobre a Integração Económica da ASEAN (HLTF-EI).
Na sua intervenção, o Vice-Ministro referiu que o debate sobre segurança económica assume particular relevância num contexto de transformação estrutural da economia global.
Enquanto membro da ASEAN e da Organização Mundial do Comércio, Timor-Leste defendeu que a segurança económica deve contribuir para reforçar a integração regional e o sistema multilateral de comércio. Sublinhou que este conceito não deve ser associado ao protecionismo, mas entendido como instrumento para fortalecer a resiliência e assegurar a sustentabilidade da abertura económica.
Durante a intervenção, Timor-Leste apresentou três linhas de orientação.
Em primeiro lugar, a necessidade de desenvolver uma compreensão comum e equilibrada sobre segurança económica, que apoie o sistema multilateral, preserve a centralidade da ASEAN, evite dinâmicas de fragmentação e reconheça as diferenças nos níveis de desenvolvimento entre os Estados-Membros.
Em segundo lugar, o reforço da coordenação institucional entre os diferentes pilares da ASEAN. A segurança económica está interligada com áreas como o comércio, o investimento, a indústria, a energia, os minerais e a política externa, exigindo coerência entre o pilar económico e o pilar político-securitário.
Em terceiro lugar, a prioridade ao desenvolvimento de capacidades. A implementação de sistemas de gestão do comércio estratégico, controlo das exportações e monitorização das cadeias de abastecimento requer enquadramento jurídico adequado, capacidade técnica e coordenação interministerial. A cooperação regional e a assistência técnica devem assegurar que as medidas adotadas não ampliem disparidades de desenvolvimento.
Em setores como os semicondutores e os minerais estratégicos, Timor-Leste defendeu uma abordagem assente na complementaridade e na criação de valor sustentável, de modo a evitar práticas que promovam a fragmentação dos mercados.
Timor-Leste reiterou a sua disponibilidade para continuar a trabalhar com os Estados-Membros da ASEAN na construção de uma agenda de segurança económica coerente com os princípios da integração regional e do multilateralismo.






































