Governo Reafirma Compromisso com Preservação do Tais e Valorização Económica das Artesãs

Ter. 13 de outubro de 2026, 17:09h
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O Ministro da Juventude, Desporto, Arte e Cultura, Nelyo Isaac Sarmento, e o Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Soares Cristóvão, participaram, esta terça-feira, 13 de outubro de 2026, no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, em Díli, na abertura do IV Fórum Nacional da Rede Soru Na’in Tais, dedicado ao reforço da preservação, capacitação e sustentabilidade da produção do tais em Timor-Leste. 847032877_971249316030245_1372799617107898114_n 842534240_2955884128121134_5351663557858543674_n 846504581_1780196744111817_1332585206244706686_n 843573570_1332947058788939_1663310250622243926_n 844545041_4528452574101961_4341385980601091373_n 844497556_971248696030307_2864898444515485181_n 846570056_945265471575861_7147947796034220049_n 844150314_1145226281589713_2205917137091914469_n 846375869_2362530221164810_3096998413948057164_n 844207104_2453974245127357_785870243903984494_n 845542972_1425172029826852_2154011282127308436_n 845553220_4174874989309054_3399550030764985073_n 846594305_1644847340559136_8509794157859054481_n

A cerimónia de abertura foi presidida pelo Presidente da República, José Ramos-Horta, e reuniu cerca de 250 participantes, entre artesãs provenientes de todo o país, representantes do Governo, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, para debater medidas destinadas a preservar os conhecimentos tradicionais associados ao tais e, simultaneamente, reforçar o seu contributo para a criação de rendimento e para o desenvolvimento económico local.

Na sua intervenção, o Ministro Nelyo Isaac Sarmento destacou a necessidade de assegurar a transmissão dos conhecimentos e técnicas tradicionais de tecelagem às novas gerações e reafirmou o compromisso do Governo com a preservação e promoção do tais.

O Governo tem desenvolvido iniciativas de preservação e promoção do tais através da Secretaria de Estado da Arte e Cultura, em colaboração com organizações e redes de artesãs, incluindo a Timor Aid, a Fundação Alola e a Rede Soru Na’in. Em abril deste ano, a Secretaria de Estado da Arte e Cultura assinou um Memorando de Entendimento com a Timor Aid e a Fundação Alola para reforçar o apoio às associações da Rede Soru Na’in em todo o território nacional, promover a sustentabilidade do artesanato timorense e melhorar o acesso dos produtos aos mercados nacional e internacional.

O Fórum constitui também uma oportunidade para reforçar a articulação entre as instituições públicas, as organizações parceiras e as próprias artesãs em torno de questões como a qualidade e sustentabilidade da produção, o acesso ao mercado, a valorização económica do trabalho das artesãs e a continuidade dos conhecimentos tradicionais.

Na abertura do encontro, o Presidente José Ramos-Horta defendeu que a preservação deste património deve estar associada à melhoria das condições económicas das mulheres que o produzem, salientando a importância de uma remuneração justa e da garantia de que a comercialização do tais respeite a sua autenticidade cultural e beneficie diretamente as artesãs.

O tais desempenha um papel central na identidade cultural e na vida social das comunidades timorenses, sendo utilizado em cerimónias tradicionais, celebrações e outros momentos importantes da vida comunitária. Os padrões, cores e técnicas de produção apresentam características próprias nas diferentes regiões do país, refletindo a diversidade cultural de Timor-Leste.

Em dezembro de 2021, o tais tradicional de Timor-Leste foi inscrito pela UNESCO na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente. Entre os desafios identificados para a sua preservação encontram-se a redução do número de artesãs, o menor interesse das gerações mais jovens pela aprendizagem das técnicas tradicionais, a perda de alguns motivos e métodos de produção e as limitações no acesso aos mercados.

O IV Fórum Nacional da Rede Soru Na’in Tais procura, neste contexto, contribuir para uma resposta conjunta a estes desafios, de modo a conciliar a salvaguarda do património cultural com a capacitação das artesãs, a valorização do seu trabalho e o desenvolvimento de oportunidades económicas sustentáveis para as comunidades.

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