Governo e Igreja Católica homenageiam quatro históricos prelados de Timor-Leste
O Governo e a Conferência Episcopal Timorense promovem, entre 1 e 10 de setembro, um conjunto de cerimónias de homenagem a D. Jaime Garcia Goulart, D. José Joaquim Ribeiro, Monsenhor Martinho da Costa Lopes e D. Alberto Ricardo da Silva, em reconhecimento do seu legado pastoral e do seu contributo para a história de Timor-Leste.

As cerimónias tiveram início no dia 1 de setembro, com a chegada a Díli dos restos mortais de D. Jaime Garcia Goulart, primeiro Bispo da Diocese de Díli, D. José Joaquim Ribeiro, segundo Bispo da Diocese de Díli, e Monsenhor Martinho da Costa Lopes, antigo Administrador Apostólico da Diocese de Díli.
Os restos mortais dos três prelados chegaram ao Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato, provenientes de Portugal, e foram recebidos com honras de Estado, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, José Ramos-Horta, de membros do Governo, representantes dos órgãos de soberania, responsáveis da Igreja Católica e membros do Corpo Diplomático.
Durante a cerimónia, o Governo, representado pelo Ministro da Administração Estatal, Tomás do Rosário Cabral, procedeu à entrega formal das urnas à Conferência Episcopal Timorense, representada pelo Arcebispo Metropolitano de Díli e Presidente da Conferência Episcopal Timorense, D. Virgílio Cardeal do Carmo da Silva.
Após a receção no aeroporto, as urnas seguiram em procissão até Tasi Tolu, onde se juntaram aos restos mortais de D. Alberto Ricardo da Silva, Bispo de Díli entre 2004 e 2015, para uma Missa de Ação de Graças em homenagem aos quatro prelados.
No dia 2 de setembro, os restos mortais de D. Jaime Garcia Goulart foram levados ao Seminário Maior de São Pedro e São Paulo, em Fatumeta, e ao Seminário Menor de Nossa Senhora de Fátima, em Maloa, onde seminaristas, formadores e fiéis prestaram homenagem ao antigo Bispo de Díli e recordaram o seu contributo para a formação do clero timorense.
No mesmo dia, os restos mortais de Monsenhor Martinho da Costa Lopes foram transportados para Laleia, no município de Manatuto, sua terra natal. A urna foi recebida pela família, pela Igreja e pela comunidade local, e posteriormente transportada em procissão até à Igreja Paroquial de Laleia, onde decorreram as cerimónias religiosas de homenagem.
As homenagens a Monsenhor Martinho da Costa Lopes prosseguem hoje, 3 de setembro, em Manatuto. O programa inclui a deslocação dos seus restos mortais de Laleia para Manatuto e uma cerimónia na Ponte de Manatuto, durante a qual será lida a Resolução do Governo que atribui à infraestrutura a designação de “Ponte Mons. Martinho da Costa Lopes”. A cerimónia inclui ainda uma intervenção do Presidente da República, José Ramos-Horta, o descerramento da placa comemorativa e a bênção da ponte pelo Arcebispo de Díli.
Nascido em Laleia, a 11 de novembro de 1918, Monsenhor Martinho da Costa Lopes foi nomeado Vigário-Geral da Diocese de Díli em 1975 e Administrador Apostólico de Díli em 1977. Durante o período da ocupação indonésia, denunciou a violência contra a população timorense e defendeu os direitos e a dignidade do povo de Timor-Leste. Faleceu em Portugal, a 27 de fevereiro de 1991.
D. Jaime Garcia Goulart e D. José Joaquim Ribeiro desempenharam igualmente funções de liderança na Igreja Católica em Timor-Leste e contribuíram para a consolidação das suas estruturas pastorais, educativas e sociais. D. Alberto Ricardo da Silva, Bispo de Díli entre 2004 e 2015, desenvolveu a sua missão pastoral durante o período de consolidação das instituições nacionais após a restauração da independência.
As cerimónias decorrem sob o lema “Retratos da Fé e Memória Eterna da Igreja e de Timor-Leste – Celebrando a Herança e o Sacrifício dos Nossos Saudosos Prelados” e assinalam o regresso a Timor-Leste dos restos mortais de D. Jaime Garcia Goulart, D. José Joaquim Ribeiro e Monsenhor Martinho da Costa Lopes, que se juntam aos de D. Alberto Ricardo da Silva.
O programa de homenagem termina no dia 10 de setembro, com uma Santa Missa em Tasi Tolu, presidida por D. Virgílio Cardeal do Carmo da Silva, seguida da cerimónia de sepultamento dos restos mortais dos quatro prelados na Catedral de Díli e da visita ao Monumento e Jardim de Homenagem, no recinto da Catedral.






































