EDTL assina contratos com 51 empresas nacionais para eletrificação de 141 aldeias

Qui. 14 de maio de 2026, 10:09h
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O Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, presidiu, no dia 12 de maio de 2026, em Díli, à cerimónia de assinatura de contratos entre a Empresa Pública Eletricidade de Timor-Leste (EDTL, EP) e 51 empresas nacionais para a implementação de projetos de eletrificação em 141 aldeias de vários municípios do país que ainda não dispõem de acesso à eletricidade. A cerimónia contou também com a participação do Ministro das Obras Públicas, Samuel Marçal, do Vice-Ministro para as Infraestruturas, Júlio do Carmo, e do Secretário de Estado da Eletricidade, Água e Saneamento, Santos Noronha. 696879093_854441114378885_5212544714462974360_n 698680838_854442327712097_1685231679686991184_n 696697211_854441117712218_6527819500768942163_n 698739162_854442044378792_7309214967414584143_n 696785775_854441327712197_3706863209634843921_n 696953498_854441221045541_1823463573316900240_n 696955645_854443434378653_5878265471770161512_n

Os contratos integram o Programa Timor Naroman e representam um investimento global superior a 11,7 milhões de dólares americanos. Os projetos deverão beneficiar diretamente mais de sete mil agregados familiares e terão uma duração de execução entre seis e oito meses, consoante a localização e a dimensão das intervenções.

Durante a cerimónia, o Primeiro-Ministro apelou às empresas contratadas para executarem diretamente os projetos, sem recurso a subcontratação, defendendo que a implementação das obras deve contribuir para o reforço da capacidade técnica e operacional das empresas nacionais.

O Primeiro-Ministro sublinhou ainda que a política de eletrificação nacional está prevista no Plano Estratégico de Desenvolvimento Nacional 2011-2030, que define a eletricidade como uma condição básica para o desenvolvimento económico e para a melhoria das condições de vida da população. Referiu que o plano contempla a expansão da rede de distribuição, a ligação das aldeias e sucos à rede elétrica e o desenvolvimento de fontes de energia renovável, incluindo solar, hídrica, eólica e biomassa.

O principal objetivo da política de eletrificação é garantir o acesso à eletricidade em todo o território nacional, assegurar um fornecimento de energia estável e contínuo, bem como apoiar o crescimento económico, a indústria, a educação e a saúde, de modo a reduzir a pobreza e o isolamento nas zonas rurais.

Na sua intervenção, o Ministro das Obras Públicas explicou que o Governo concluiu, em 2025, o processo de eletrificação ao nível de sucos e que a atual fase visa completar a cobertura ao nível das aldeias. Salientou ainda que das 181 aldeias ainda sem acesso à eletricidade, 141 ficam agora abrangidas pelos contratos agora assinados e brevemente serão assinados os novos contratos para as restantes 45 aldeias.

O Presidente da Comissão Executiva da EDTL, EP, Paulo da Silva, reforçou igualmente o apelo às empresas vencedoras para que assumam diretamente a execução das obras e cumpram os prazos e padrões de qualidade definidos nos contratos.

Durante a cerimónia, o Ministro das Obras Públicas abordou também outros projetos em fase de preparação no setor energético, incluindo a implementação de centrais solares fotovoltaicas, projetos de energia eólica e a futura inauguração da Subestação de Comoro e do sistema subterrâneo de distribuição elétrica em Díli.

A cerimónia contou ainda com a presença de dirigentes da EDTL, EP, representantes de instituições tuteladas pelo Ministério das Obras Públicas e representantes das empresas contratadas.

 

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