O Governo, através da Secretaria de Estado para a Igualdade (SEI), realizou, no dia 26 de outubro de 2026, no Centro de Convenções de Díli, um Seminário Nacional no âmbito da 50.ª celebração do Dia Nacional da Mulher de Timor-Leste, dedicado ao reconhecimento da contribuição das mulheres para a luta de libertação nacional e à reflexão sobre os progressos e desafios em matéria de igualdade e inclusão.

O seminário, subordinado ao tema “Mulheres de Timor-Leste celebram 50 anos de igualdade e inclusão” e ao lema “Nós, mulheres de Timor-Leste, não desistiremos e continuaremos a lutar até alcançarmos a igualdade e a inclusão”, foi aberto pela Vice-Ministra da Solidariedade Social e Inclusão, Céu Brites, na qualidade de Secretária de Estado para a Igualdade interina.
A celebração do Dia Nacional da Mulher de Timor-Leste teve início em 1976 e está associada à memória de Maria Tapó, membro da Organização Popular da Mulher Timorense (OPMT), que morreu em combate a 3 de novembro de 1975. A data presta igualmente homenagem às mulheres que participaram na luta de libertação nacional e à sua contribuição para a construção do país. O dia 3 de novembro foi formalmente consagrado como feriado nacional em 2023.
Na abertura do seminário, Céu Brites afirmou que a 50.ª celebração constitui uma oportunidade para recordar o percurso das mulheres timorenses e refletir sobre os progressos alcançados e os desafios que permanecem.
“Estes 50 anos representam memória, aprendizagem, responsabilidade e a reafirmação do compromisso com as futuras gerações, por uma sociedade justa e inclusiva”, afirmou Céu Brites.
O programa deu particular destaque à participação das mulheres nas três frentes da Resistência Timorense. Maria Rosa da Câmara “Bisoi”, da Frente Armada, Maria Domingas Alves “Micato”, da Frente Clandestina, e Maria do Céu Lopes da Silva, da Frente Externa/Diplomática, partilharam as suas experiências da luta de libertação nacional e abordaram o papel desempenhado pelas mulheres ao longo dos 24 anos de resistência.
O seminário incluiu ainda uma sessão de diálogo com representantes da RENETIL, do Comité 12 de Novembro, das comunidades religiosas, de estudantes universitárias, de pessoas com deficiência e das novas gerações, sobre a participação das mulheres e os desafios atuais em matéria de igualdade e inclusão.
Na sua intervenção, Céu Brites destacou como áreas prioritárias a promoção do acesso à educação, o empoderamento e as oportunidades económicas das mulheres, a sua participação nos processos de tomada de decisão e a prevenção e combate à violência e à discriminação.
“A igualdade deve concretizar-se em oportunidades, orçamentos, programas e serviços públicos que respondam às necessidades de todos os cidadãos. Para construir um Timor-Leste inclusivo e sustentável, precisamos de transformar a igualdade de género e a inclusão social, passando dos compromissos para resultados concretos na vida quotidiana das mulheres e raparigas”, afirmou.
O seminário reuniu membros do Governo, representantes do Parlamento Nacional, veteranas e representantes das organizações da Resistência, familiares de Maria Tapó e de combatentes da libertação nacional, membros do corpo diplomático, agências das Nações Unidas, parceiros de desenvolvimento, instituições académicas, autoridades judiciais, PNTL e F-FDTL, organizações da sociedade civil, organizações de pessoas com deficiência, ativistas e estudantes universitários.
As comemorações da 50.ª celebração do Dia Nacional da Mulher de Timor-Leste prosseguirão com a cerimónia oficial, no dia 6 de novembro de 2026, no Centro de Convenções de Díli.