O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos, Francisco Kalbuadi Lay, e o Ministro do Comércio e Indústria, Filipus Nino Pereira, participaram, no dia 3 de outubro de 2026, no Porto de Tibar, em Liquiçá, no lançamento da primeira exportação de sal produzido em Laga, no Município de Baucau, para a Nova Zelândia, num volume de 300 toneladas.

A exportação é realizada por uma empresa timorense e representa a entrada deste produto nacional no mercado neozelandês, no âmbito dos esforços de aumento da produção nacional, diversificação das exportações e desenvolvimento do setor privado.
A iniciativa decorreu um dia após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Ministério do Comércio e Indústria e a empresa responsável pelo projeto, destinado a apoiar o desenvolvimento da indústria do sal em Timor-Leste. O acordo estabelece um quadro de cooperação no qual o Governo presta apoio ao desenvolvimento do setor e a empresa assume a liderança da atividade empresarial, com base na produção nacional, na transformação e na exportação.
O Memorando de Entendimento tem como objetivos aumentar a produção nacional de sal, reduzir progressivamente a dependência das importações e promover produtos que cumpram os padrões de qualidade exigidos pelos mercados internacionais. A iniciativa visa também contribuir para a criação de emprego e de fontes de rendimento nas zonas de produção.
Durante a cerimónia, o Vice-Primeiro-Ministro Francisco Kalbuadi Lay destacou a iniciativa do setor privado timorense e o potencial de crescimento da indústria nacional.
“Esperamos que esta pequena indústria possa crescer ainda mais”, afirmou o Vice-Primeiro-Ministro.
O Ministro do Comércio e Indústria salientou que o aumento da produção nacional permitirá ampliar a oferta de sal no país e reduzir as importações à medida que a capacidade produtiva for reforçada.
“Isto demonstra que existe seriedade tanto por parte do Governo como do setor privado. Hoje, o sal produzido em Timor já está a ser exportado. À medida que a produção nacional aumentar, reduziremos as importações de sal do estrangeiro”, afirmou Filipus Nino Pereira.
Segundo as informações apresentadas durante o lançamento, a atividade ligada à indústria do sal já criou mais de 500 postos de trabalho. A empresa prevê aumentar a produção e alargar progressivamente a atividade a outras zonas do país.
Além da Nova Zelândia, foram também identificados como potenciais mercados para o sal nacional a Austrália, a Indonésia, Singapura, os Estados Unidos da América e o Canadá.
A exportação de sal de Laga dá continuidade ao desenvolvimento da produção nacional e à procura de novos mercados externos para produtos produzidos e transformados em Timor-Leste.