Timor-Leste reúne parceiros de desenvolvimento para debater Economia Azul, Integração na ASEAN e Ação Coordenada

O IX Governo Constitucional realiza, nos dias 25 e 26 de maio de 2026, no Ministério das Finanças, a reunião anual com os Parceiros de Desenvolvimento de Timor-Leste (TLDPM), subordinada ao tema “Traçando um Horizonte Resiliente: Economia Azul, Integração na ASEAN e Ação Coordenada”. O encontro reúne membros do Governo, parceiros de desenvolvimento, representantes da sociedade civil e do setor privado para analisar prioridades estratégicas nacionais, desafios de desenvolvimento e mecanismos de coordenação institucional.  Timor Leste reúne parceiros de desenvolvimento para debater Economia Azul, Integração na ASEAN e Ação Coordenada  Timor Leste reúne parceiros de desenvolvimento para debater Economia Azul, Integração na ASEAN e Ação Coordenada

Na sessão de abertura, o Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, afirmou que “a resiliência de Timor-Leste [...] não é apenas fruto da determinação do nosso povo. É também resultado da amizade, solidariedade e apoio que recebemos dos nossos parceiros, desde a luta pela independência até à construção e consolidação do Estado e da Nação”.

O Chefe do Governo destacou que o encontro decorre num momento simbólico para o país, após as celebrações do 24.º aniversário da Restauração da Independência, sublinhando que “esta foi uma celebração com um simbolismo muito particular. Celebrámos 24 anos de independência, um período equivalente à duração da luta pela independência”. Acrescentou ainda que “esta data histórica é a prova de que uma nação, mesmo pequena, pode alcançar grandes vitórias quando luta com coragem, consciência, unidade nacional e amor à Pátria”.

Durante a intervenção do TLDPM, o Primeiro-Ministro salientou a necessidade de reforçar a coordenação entre o Governo e os parceiros internacionais, defendendo que “estas parcerias só produzirão todo o seu potencial se assentes num alinhamento claro entre prioridades nacionais, financiamento, estratégias de implementação e mecanismos robustos de monitorização e avaliação”.

O programa do encontro divide-se entre a sessão plenária da manhã do primeiro dia e sessões interministeriais setoriais dedicadas às principais prioridades de desenvolvimento nacional. Na manhã do primeiro dia, os trabalhos incluem apresentações sobre a Política e Plano de Ação para a Promoção de uma Economia Azul Resiliente e Sustentável, o relatório de monitorização do Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030, o processo de integração de Timor-Leste na ASEAN e a reforma da Administração Pública. Durante a tarde, as discussões centram-se nos setores do desenvolvimento institucional e económico, incluindo políticas públicas estratégicas, coordenação governamental e prioridades económicas nacionais. No segundo dia, os debates prosseguem com sessões dedicadas aos setores das infraestruturas e do desenvolvimento do capital social.

No âmbito da Economia Azul, o Primeiro-Ministro destacou que “o IX Governo Constitucional assume uma visão estratégica inequívoca: transformar o nosso mar – que é identitário, económico e geopolítico – numa fonte de desenvolvimento sustentável, de inclusão social e de resiliência ambiental”. Acrescentou ainda que “a economia azul é, para Timor-Leste, não só uma estratégia de sobrevivência, mas de desenvolvimento e de resiliência climática”.

Relativamente ao Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED), Kay Rala Xanana Gusmão afirmou que considera o documento “não como o plano de um Governo, mas como um legado coletivo da Nação”, defendendo a necessidade de “acelerar a sua implementação e transformar o progresso em resultados mensuráveis na vida das pessoas”.

A integração plena de Timor-Leste na ASEAN constitui igualmente um dos principais temas da reunião. O Primeiro-Ministro afirmou que a adesão à organização regional “representa mais um marco histórico no nosso percurso de 24 anos de Estado independente” e acrescentou que “fazer parte da ASEAN é, por si só, um exercício constante de compromisso, responsabilidade e ação coordenada”.

Na conclusão da sua intervenção, o Primeiro-Ministro apelou ao reforço da cooperação com os parceiros, afirmando que “vamos fazer história juntos, novamente”, “provar ao mundo, uma vez mais, que a nossa resiliência supera as nossas fragilidades. E que a nossa ação coordenada supera quaisquer obstáculos ao desenvolvimento sustentável”.

 

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