A Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) assinalou hoje, dia 14 de maio de 2026, o seu 12.º aniversário, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, com destaque para o papel da instituição no combate à criminalidade organizada e transnacional e no reforço do setor da justiça em Timor-Leste.
Na sua intervenção, o Primeiro-Ministro sublinhou que o trabalho desenvolvido pela PCIC contribui não apenas para o fortalecimento da instituição, mas também para a consolidação do Estado de Direito Democrático e do setor da justiça.

“Ao exercerem as suas funções com profissionalismo, dedicação e imparcialidade, estão não apenas a contribuir para o fortalecimento da PCIC mas, igualmente, para a consolidação do setor da justiça”, afirmou.
O Chefe do Governo destacou ainda que “a Polícia Científica e de Investigação Criminal, juntamente com as demais forças policiais e órgão de polícia criminal, e com as autoridades judiciárias, têm, pois, um papel determinante no processo de construção do Estado de Direito e na consolidação das suas instituições”.
Durante o discurso, o Primeiro-Ministro recordou o percurso do país desde a restauração da independência e apelou à reflexão sobre os desafios atuais da construção do Estado.
“Das cinzas erguemos um país pacífico e estável, construímos instituições públicas, organizámos uma sociedade livre e democrática, onde cada cidadão tem a possibilidade de participar e de contribuir para a construção do Estado”, afirmou.
O Primeiro-Ministro referiu igualmente que a reforma da justiça continua a ser uma prioridade do IX Governo Constitucional, com aposta na formação de recursos humanos e no reforço institucional.
“A reforma da justiça é uma das prioridades do IX Governo Constitucional, que tem vindo a investir, particularmente, na formação de quadros para o setor”, declarou.
Na cerimónia, o Diretor Nacional da PCIC, Vicente Fernandes e Brito, apresentou um balanço das operações desenvolvidas pela instituição, destacando ações de combate ao cibercrime, fraude informática, branqueamento de capitais e criminalidade transnacional.
Entre os resultados apresentados estiveram a recuperação de 42 milhões de dólares americanos associados a fraudes informáticas, o desmantelamento de um centro de burlas em Oe-Cusse e operações relacionadas com crimes de roubos de dados de cartões bancários em caixas ATM e ataques informáticos dirigidos à administração pública.
O Diretor Nacional da PCIC afirmou que Timor-Leste “não é, nem nunca será, um porto de abrigo para a impunidade transnacional”, sublinhando o trabalho realizado em cooperação com instituições nacionais e parceiros internacionais.
Durante a cerimónia foi também apresentado o novo website institucional da PCIC, disponível em português, tétum e inglês, que inclui um serviço de denúncia anónima de crimes. A plataforma foi desenvolvida com o apoio da Polícia Federal Australiana, através do Programa de Desenvolvimento da Polícia de Timor-Leste (TLPDP).