O Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, na qualidade de Pessoa Eminente do g7+, participou, no dia 14 de abril de 2026, numa reunião por videoconferência com o Presidente da Serra Leoa, Julius Maada Bio. O encontro permitiu abordar o reforço do papel do g7+ no apoio à construção da paz, à estabilidade e à consolidação democrática nos Estados-Membros, bem como o estabelecimento de relações diplomáticas entre Timor-Leste e a Serra Leoa.

O encontro teve lugar no contexto da atual presidência do g7+ pela Serra Leoa e deu continuidade aos esforços de coordenação entre Estados afetados por conflitos, com vista à partilha de experiências e ao reforço de mecanismos de cooperação orientados para a superação de situações de fragilidade e instabilidade.
Durante a reunião, os dois líderes analisaram possibilidades de reforço do envolvimento do g7+ através de iniciativas conjuntas, incluindo o envio de missões a países membros, nomeadamente à Guiné-Bissau e ao Sudão do Sul, e a criação de mecanismos que facilitem o diálogo, a mediação e a diplomacia preventiva. Foi também abordada a situação política nestes países, com destaque para a necessidade de promover processos de diálogo inclusivo e soluções pacíficas para a resolução de conflitos.
No plano bilateral, foi acordado avançar com o estabelecimento de relações diplomáticas entre Timor-Leste e a Serra Leoa, com vista ao aprofundamento da cooperação entre os dois países, que partilham trajetórias marcadas por processos de reconstrução pós-conflito e consolidação institucional.
A reunião contou ainda com a participação do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito dos Santos Freitas, e do Secretário-Geral do g7+, Hélder da Costa.
O g7+ é uma organização intergovernamental que reúne países afetados por conflito e fragilidade, promove a paz e a estabilidade, defende a eficácia da ajuda ao desenvolvimento e facilita a aprendizagem entre pares. Fundado em 2010, em Timor-Leste, constitui uma plataforma que permite aos seus membros promover o diálogo nacional e a reconciliação, reforçar uma cooperação para o desenvolvimento mais eficaz, assente na apropriação e liderança nacionais, e partilhar experiências em contextos semelhantes. Em 2019, obteve o estatuto de observador nas Nações Unidas.